Planeta Sustentável

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Oftalmologia no Antigo Egito


      
Infecções e cegueira eram os principais problemas do Egito antigo. Calor que beira o insuportável. Tempestades de areia, com milhões de grãos e muitas pedras voando ao redor. E nenhum óculos para se proteger. Dá para se ter uma ideia das consequências para os olhos...
Infecções e cegueira eram os principais problemas oftalmológicos do Egito antigo. Então, o que eles fizeram? Um pouco de sangue de morcegos para os olhos dos cegos, afinal os morcegos possuem excelente visão noturna e, assim, acreditava-se transferir para as pessoas este dom, quer colocando o sangue em seus olhos ou injetando-os em seus ouvidos.
Também era comum amassar olhos de porcos e misturá-los com mel e argila vermelha para, em seguida, derramar a mistura nos ouvidos dos pacientes.
Estes e outros tratamentos para problemas oculares são encontrados no Papiro Edwin Smith. Datado em aproximadamente 1700 a.C., é considerado o tratado científico sobrevivente mais antigo conhecido, contendo o conhecimento médico dos antigos egípcios. Seu texto consiste basicamente da apresentação de 48 casos, cada um dividido em quatro ou cinco seções. Possui 4,5 metros de largura e 33 centímetros de altura e foi escrito por um autor egípcio desconhecido, provavelmente um escrivão que copiava outro manuscrito de um período mais antigo, provavelmente entre 3000-2500 a.C. Em 1862, o americano Edwin Smith, na cidade de Luxor, adquiriu o papiro em circunstâncias controversas. Por isso, o papiro ficou abandonado até 1920, quando o arqueólogo, egiptólogo e historiador americano James Henry Breasted se incumbiu de traduzir seu conteúdo, tarefa que concluiu em 1930.
Apesar de incompleto, o manuscrito é reconhecido por seu valor intrínseco ao permitir uma noção sobre como antigos egípcios já reconheciam que danos no sistema nervoso central podem ter efeitos em áreas distantes do ferimento. E que já falavam em cura para catarata utilizando cérebro de tartaruga. Bastava colocá-los sobre os olhos e fazer uma invocação aos deuses.
Doenças do olho eram frequentes e infecções, tais como tracoma (que ainda é comum no Egito atualmente), cegueira noturna, catarata e distorções das pálpebras. Antigos praticantes egípcios também foram hábeis em realizar cirurgia ocular – o que seria normal no deserto, onde objetos estranhos são soprados para dentro do olho, causando irritação. Inovadores, os médicos egípcios curavam cegueira noturna alimentando o fígado do paciente com um pó, rico em vitamina A.
(Fonte: MedicineNet.com)

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