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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Getúlio Vargas - Vestibular UERJ


 
1. UERJ-2013


Os governos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek foram momentos marcantes da história econômica brasileira, especialmente no que se refere ao desenvolvimento industrial do país.
Uma semelhança entre o processo de industrialização brasileiro verificado no governo de Vargas e no de JK está apontada em:

(A) expansão do mercado interno
(B) flexibilização do monetarismo
(C) regulação da política ambiental
(D) autonomia do progresso tecnológico

Alternativa correta: (A)

Comentário da questão:O governo de Vargas e o de Juscelino Kubitschek foram marcantes no processo de industrialização brasileiro. Nesses dois períodos, registrou-se grande avanço desse setor, o que alterou significativamente o perfil socioeconômico do país. Apesar das diferenças, o avanço da atividade fabril nos dois governos inseriu-se no que foi denominado posteriormente como processo de industrialização por substituição de importações. Em outras palavras, tratou-se de substituir os produtos que anteriormente eram comprados no exterior por produtos produzidos nacionalmente a fim de atender o crescente mercado interno. As imagens mostram fábricas inauguradas pelos dois presidentes, ambas destinadas a essa finalidade.
2. UERJ-2012


Alexandre Marcondes Filho foi ministro do trabalho do governo de Getúlio Vargas, entre 1941 e 1945. Seu texto, impresso nas carteiras de trabalho, reflete as políticas públicas referentes à legislação social que vinha sendo implementada naquela época.
Duas características dessa legislação estão indicadas em:

(A) garantia da estabilidade de emprego / liberdade de associação
(B) previsão de assistência médica / intensificação do controle sindical
(C) proibição do trabalho infantil / regulamentação do direito de greve
(D) concessão de férias remuneradas / qualificação do trabalhador rural

Alternativa correta: (B)

Comentário da questão:Entre as muitas transformações realizadas durante o governo de Getúlio Vargas, destaca-se a criação do Ministério do Trabalho, da Indústria e do Comércio. Esse órgão foi o responsável, entre outras atribuições, pela maior presença do poder de Estado nos conflitos entre capital e trabalho. Institui-se, então, paulatinamente, entre 1931 e 1945, um conjunto de leis reguladoras dos direitos e deveres dos trabalhadores urbanos, empregados no comércio e na indústria: delimitação da jornada de trabalho, férias remuneradas, previsão de assistência médica para acidentes, regulamentação do trabalho feminino e infantil. Em pararelo, o governo controlava os sindicatos, no sentido de que apenas os que fossem reconhecidos pelo MTIC poderiam usufruir dos benefícios trabalhistas. A carteira de trabalho, como registrado no seu texto de abertura, no momento de sua criação, representou símbolo maior de ações do governo assentadas na perspectiva de beneficiar o trabalhador de áreas urbanas, restringindo contudo a autonomia dos sindicatos.
3. UERJ-2013



Os cartazes acima foram produzidos para atrair apoio popular para um movimento de oposição ao governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934). Esse movimento colocou do mesmo lado o Partido Republicano Paulista e o Partido Democrático, tradicionais adversários políticos no estado de São Paulo.
Nomeie esse movimento e indique uma justificativa apresentada pelos paulistas para considerar o governo provisório de Vargas “uma ditadura”.

Objetivo: Identificar o movimento de oposição ao governo provisório de Getúlio Vargas e explicar sua motivação.
Item do programa: Estado e industrialização na América Latina
Subitem do programa: Nacional-estatismo, crescimento industrial e transformações no mundo do trabalho, com ênfase no estudo dos casos brasileiro, argentino e mexicano

Comentário da questão:
O governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934) tinha como sustentação diferentes setores da sociedade brasileira, descontentes com o domínio oligárquico da Primeira República. No entanto, esse governo não ficou isento de oposição, principalmente de forças políticas paulistas, não apenas a antiga elite dominante presente no Partido Republicano Paulista, mas também os integrantes do Partido Democrático, tradicional adversário político do PRP em São Paulo.
Os principais motivos para a oposição paulista ao governo provisório de Vargas foram: a demora na convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, fato que permitia ao executivo federal governar por meio de decretos-leis; a nomeação de interventores para os executivos estaduais; a dissolução do Congresso Nacional e dos legislativos estaduais e municipais, que ampliou o poder discricionário do presidente. Considerando demasiada a demora na solução constitucional por parte do governo federal, as elites paulistas dão início a uma rebelião que é conhecida pela denominação de Revolução Constitucionalista de 1932.
4. UERJ-2013






Juscelino Kubitschek e Emílio G. Médici são duas figuras representativas das décadas de 1950 e 1970. Essas duas décadas correspondem, respectivamente, aos seguintes contextos políticos no Brasil:

(A) estatismo e liberalismo
(B) privatismo e populismo
(C) agrarismo e caudilhismo
(D) desenvolvimentismo e autoritarismo

Alternativa correta: (D)

Comentário da questão:
A história brasileira no período posterior a 1945 é marcada por tentativas de estabelecer as bases do processo de industrialização, implementadas no segundo governo de Getúlio Vargas e concretizadas no governo de JK. O Plano de Metas de JK, anunciado como a possibilidade de realizar em 5 anos aquilo que não havia sido feito em 50, foi a peça central da política conhecida como "desenvolvimentismo", que alcançou o seu auge com a construção de Brasília. A mudança da capital do Brasil para o interior era considerada um requisito para o progresso do país. Nessa conjuntura, ainda se verifica a manutenção da democracia por meio de eleições livres e gerais e pelo estímulo ao caráter plural da sociedade brasileira. Esse projeto de futuro, porém, foi abortado pelo movimento militar de 1964, que, anunciando a existência de um complô comunista internacional, elaborou um modelo de governo baseado na construção de um Estado autoritário, restringindo a participação política da sociedade.
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História Viva

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