Planeta Sustentável

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

OS ESTADOS UNIDOS DO SÉCULO XIX

 

1. Introdução: 



Os primeiros anos após a Independência das Treze Colônias foram de grande expansão para os norteamericanos: comercialmente, fazia negócios por todo continente americano e com a Ásia; territorialmente, iniciou sua expansão para o interior do continente, o que significa dizer aumentava suas fronteiras de maneira muito acentuada.

Com a derrota de Napoleão Bonaparte, as potências monárquicas europeias se uniram no Congresso de Viena, a fim de restaurar a Europa pré-napoleônica, devolvendo os reis a seus tronos e reprimindo movimentos sociais através do seu braço armado, a Santa Aliança.

Dessa maneira, os EUA adotaram posição parecida com a da Inglaterra: ambas eram contrárias aos trabalhos da Santa Aliança. Para a Inglaterra, não era interessante limitar, por exemplo, os movimentos de independência na América latina, já que, emancipados, os novos países seriam seus parceiros comerciais, e, para os EUA, o Congresso de Viena ameaçava seu desejo de hegemonia no continente americano e representava a possibilidade de recolonização por parte das potências europeias daquele momento.


2. A Marcha para o Oeste:

A modernização das ferrovias e os interesses em mineração,agricultura e pecuária estimularam a expansão rumo aos territórios além dos Montes Apalaches.

  • 1803: Compra a Louisiana da França;
  • 1809: Compra a Flórida da Espanha;
  • 1846/1848: Guerra contra o México resulta na incorporação de vastos territórios até o Oceano Pacífico;
  • 1867: Compra o Alasca da Rússia. Esse é conhecido como o pior negócio do mundo, já que o Império Russo passava por necessidades econômicas e vendeu o território por apenas 7 milhões de dólares, na época, valor este que é reavido pelos EUA 40 vezes por ano.

A Marcha para o Oeste, além da expansão do território dos EUA, teve como principal consequência o extermínio das populações indígenas que habitavam as regiões anexadas. A justificativa ideológica para a expansão era dada pela doutrina do Destino Manifesto, fundada no princípio de que o povo estadunidense era predestinado a dominar o continente. percebe-se que seu expansionismo não para quando o país atinge dimensões continentais, pelo contrário, antevê o avanço sobre o Caribe e o restante da América Latina.


3. A Guerra de Secessão (1861/1865)

A expansão territorial levou ao crescimento econômico que, por sua vez, aumentou as contradições existentes entre o Norte e o Sul do país desde a época da independência.


Enquanto o Sul tinha a economia baseada no latifúndio escravista e na produção de algodão voltado para o mercado externo, o Norte defendia a abolição da escravidão e tinha sua economia baseada na indústria. Assim, as disputas entre a aristocracia rural do Sul e a burguesia industrial do Norte ficavam cada vez mais patentes. 

Em 1860, foi eleito o republicano Abraham Lincoln, cuja plataforma de governa privilegiava os interesses do Norte. Então, os sulistas declaram a secessão, ou seja, a separação política e formação de outro país: os Estados Confederados da América, com capital em Richmond, Virgínia, e governado por Jefferson Davis, que deu início à Guerra de Secessão.

Finda o conflito, a superioridade militar do Norte predominou, e este conseguiu impor seus interesses no país. A escravidão foi abolida, contudo os negros não contaram com qualquer tipo de programa governamental que colaborasse para sua integração na sociedade e foram marginalizados pela sociedade. A região foi tomada militarmente até 1877 e perdeu sua influência política no país.


A guerra durou cinco anos e vitimou cerca de 600 mil pessoas, uma delas, o próprio presidente Abraham Lincoln, assassinado por um sulista.


4. A reconstrução radical e as sociedades secretas terroristas

A abolição da escravidão no solo estadunidense ocorreu em meio de uma guerra civil e culminou no surgimento de dois tipos de movimentos sociais.

Um deles era a reconstrução radical (1865/77), formada por negros libertos, negros nascidos livres e homens brancos contrários à segregação racial. Outro foram sociedades secretas segregadoras, como a Ku Klux Klan (KKK) e os Cavaleiros da Camélia Branca, que atemorizavam os negros recém-libertos, asiáticos, judeus e latinos.

A História dos EUA passou a viver um de seus mais tristes episódios, que foi a limitação dos direitos civis dos negros. Eles passaram a sofrer segregação e foram impedidos de frequentar os mesmos espaços públicos que os brancos. Somente nas décadas de 60 e 70, com a luta pelos direitos civis, a população negra passou a ter voz ativa na sociedade, principalmente com líderes como Martin Luther King e Malcom X.

Fonte: tudo SIM é História!!!


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