Planeta Sustentável

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pantomima

Pantomima é um teatro gestual que faz o menor uso possível de palavras e o maior uso de gestos através da mímica. É a arte de narrar com o corpo. É uma modalidade cênica que se diferencia da expressão corporal e da dança, basicamente é a arte objetiva da mímica, é um excelente artifício para comediantes, cômicos, palhaços, atores, bailarinos, enfim, os intérpretes.
Nesta modalidade, os pantomímicos precisam buscar a forma perfeita, a estética da linha do corpo, pois através do gesto tudo será dito, uma boa pantomima está na habilidade adquirida pelo pantomímico em se transfigurar no ato da interpretação, passando para a plateia todas as ações e mensagens pelos gestos. É uma das artes que exige o máximo do artista para que este receba o máximo de retorno do público, ou seja, a atenção da plateia para que a mensagem seja passada devidamente.
Por mais que seja difícil e trabalhoso introduzir a pantomima em um grupo que esteja acostumado com textos orais, sempre é possível criar através da gestualidade do corpo. A pantomima costuma impressionar e chamar a atenção da plateia; por ser de fácil assimilação, por chamar a atenção, por ser praticamente universal, ela é bastante utilizada.

História

Pode-se dizer que a pantomima é tão antiga quanto a dramaturgia, e ambas têm a mesma origem: Grécia Antiga. Foram encontrados indícios de pantomima também em rituais religiosos sumérios, hindus e egípcios, além dos gregos, há mais de cinco mil anos. Ao narrar epopeias e tentar transmitir sensações do divino, os sacerdotes acabavam demonstrando características pantomímicas, e isso era muito mais claro na Grécia. Esta foi a primeira semente pantomímica, a pantomima sagrada.
No século IV a.C., a Grécia helênica promove seus festivais dionisíacos. A tragédia é muito popular. Aristóteles escreveu em sua obra A Poética sobre o texto da tragédia e cita no primeiro parágrafo os mimos de Sófron e Siracusa, como uma expressão teatral, à parte, com a necessidade de uma denominação específica. Nos vasos jônicos é fácil de encontrar as pinturas retratando esses artistas que mimicavam os governantes locais ou os tipos populares engraçados. Essa foi a pantomima antiga.
O imperador romano Augusto promoveu os pantomímicos. Os festivais realizados no Palácio dos Esportes eram assistidos por 40.000 pessoas. Muito foi escrito sobre esse apogeu da pantomima. O poeta Lívio Andrônico é considerado o primeiro one-man-show da história do teatro. Foi inventor da pantomima romana. Ele fez a ponte entre a pantomima grega e a latina. Também vale reportar a citação de Cícero sobre a interpretação de dois grandes pantomímicos romanos, Bathylle e Pylade, quando apresentaram suas versões para a tragédia grega Prometeu, de Ésquilo, - Como se existisse uma língua em cada ponta de seus dedos. Essa foi a pantomima clássica.
Após o obscuro período da Idade Média onde a Inquisição proibiu qualquer livre manifestação artística, surgiu na França em 1813 um genial pantomímico que reavivou o gênero. Jean-Gaspard Debureau criou o personagem Baptiste oriundo da família dos Pierrots da comédia francesa. Elaborou um repertório e motivou o surgimento de um estilo romântico. Houve uma efervescência da pantomima romântica nos anos posteriores e por toda a Europa muitos artistas aprimoraram o estilo se apresentando em teatros, music-halls, boulevares e circos. Sua figura e estilo foi imortalizado no cinema pelo filme de Marcel Carné "Les Enfants du Paradise" (Boulevard du Crime, em português) onde o grande ator e mímico francês Jean Louis Barrault protagonizou. Já nos filmes de cinema mudo os pantomimos Chales Chaplin e Buster Keaton são os mais expressivos herdeiros desta pantomima. Essa foi à pantomima romântica.
No início do século XX as artes em geral tiveram seus conceitos e estéticas transformadas com rupturas aos conceitos tradicionais e o surgimento de novas tendências estéticas. Na França Etiênne Decroux começou a codificar uma gramática para o movimento corporal, resultando numa técnica que acabou sendo as diretrizes para o surgimento de um novo estilo de pantomima. O mais representativo pantomímico dessa técnica é Marcel Marceau que criou o personagem Bip e um repertório neoclássico.
Hoje, essa técnica é identificável como uma linguagem de acessório nos trabalhos de vários artistas. Por exemplo, nas coreografias de Michael Jackson com seus passos de dança sem sair do lugar. Nas performances dos shows de ilusionismo dos mágicos, como David Cooperfield ou nas performances cinematográficas do clown inglês Mr. Bean. Essa é a pantomima moderna, a pantomima como se conhece atualmente.
Até em Chaplin a pantomima era apenas o pantomímico e o palco vazio, tudo dependia da expressão, mas graças a ele hoje pode-se utilizar cenário, objetos e figurino, pois era impossível fazer uma pantomima cinematográfica sem recursos cênicos.
No Brasil a técnica da mímica chega em 1952 através do ator, tradutor, diretor e mímico português Luís de Lima que encena o primeiro mimodrama - O ESCRITURÁRIO e ministra inúmeras oficinas e cursos de mímica pelo Brasil influenciando e criando uma nova geração de mímicos. Paralelo a isso a presença de Marceal Marceau com suas turnês influencia da mesma forma. Brasileiros precursores da década de 70 são Ricardo Bandeira, Juarez Machado, Denise Stoklos e dessa nova geração Josué Soares, Luiza Monteiro, Vicentini Gomes, Fernando Vieira, Alberto Gaus, Jiddu Saldanha, Sérgio Bicudo, Toninho Lobo, Álvaro Assad, Marcio Moura, Melissa Teles-Lôbo,…
A pantomima também tem sido utilizada por muitos grupos cristãos para promover sua fé, dentre os quais destaca-se a fundação norte-americana Jocum (Jovens Com uma Missão) que é uma das pioneiras neste tipo de pantomima cristã.

Figurino

A pantomima obedece ao objetivo de chamar a atenção, impressionar, impactar e transmitir a palavra da maneira mais fácil possível para os espectadores, isto faz do figurino acessório importante para a apresentação de uma pantomima de qualidade – isto é, uma pantomima que tenha o máximo de retorno.
Existem algumas maneiras de se utilizar o figurino. Nos grupos de pantomima cristãos, costuma-se utilizar dois tipos: padronização e casualidade. Ambas são muito utilizadas por diferentes grupos que apresentam diferentes gostos, por exemplo, a oficina de teatro do ministério Ajores trabalha somente com a padronizada, uma questão de gosto do diretor e seus integrantes.
A casualidade é quando numa determinada peça utiliza-se uma determinada roupa, exemplo: num papel de uma menina, se veste uma roupa de menina, assim como no teatro dramático.
Na padronização é diferente, costuma-se fazer um acordo com o grupo e decidir permanentemente como será o figurino das personagens (demônios, satanás, anjos, Deus, Jesus, etc,), seguindo uma padronização, como por exemplo: os personagens Jesus, Deus e anjos vestem roupas todas brancas, porém anjos com asas, Jesus e/ou Deus com um manto maior e mais longo, os demônios, pessoas comuns e Satanás podem vestir roupas pretas, porém Satanás com um manto longo e negro (a maquiagem também pode ser utilizada para caracterizar as personagens).
Independente da opção de figurino, a pantomima não pode ser ambígua nem confusa, deve ser acessível a todos e direta, o figurino não pode causar dúvidas no público, deve ser algo que quando o espectador assistir reconheça imediatamente qual personagem está sendo representado.

Maquiagem

A maquiagem na pantomima é tão importante quanto o figurino, é com ela que se diferenciam as personagens. A maquiagem é capaz de transmitir muita informação se feita com cuidados.
A maquiagem perfeita, que é utilizada para retratar machucados, cicatrizes, etnia, e outros pode ser deixada apenas para o teatro dramático, para a pantomima a maquiagem deve ser clara e direta, sem ter compromisso com a perfeição, pois a pantomima é uma arte completamente abstrata, e assim segue a maquiagem com ela.
Os grupos de pantomima cristãos costumam padronizar o tipo de maquiagem. A respeito das tintas, sugere-se três opções. A primeira seria pasta de água, porém esta pode manifestar alergia em alguns atores, por isto sugere-se a pasta de água de farmácia de manipulação que é completamente antialérgica, a segunda opção é panqueique e a terceira tinta facial infantil, disponível em todas as cores e todas antialérgicas. Todas estas tintas são removíveis com água e facilmente diluídas.
Durante a maquiagem deve-se ter cuidado com os olhos. Maquiar perto demais dos olhos pode correr o risco de um contato e haver sérias complicações, além de estragar o espetáculo. Portanto, cuidado com os olhos e deve-se pedir para alguém mais experiente passar lápis de olho nos atores, assim a maquiagem não precisa chegar no olho e não fica um buraco sem maquiagem abaixo do olho.

Expressão facial

A técnica de um pantomímico é considerada boa ou má à medida que ele é capaz de usar gestos e sinais corporais para se comunicar com o público. Com a popularização do cinema falado e consequente perda dos aspectos não-verbais da representação, muitos pantomímicos caíram na obscuridade.
A expressão facial é de extrema importância na pantomima, afinal não costuma-se falar na pantomima, portanto grande parte da mensagem será transmitida pelo rosto. Por isto temos que conhecer nosso rosto.
Um excelente conselho é fazer expressões faciais de felicidade, tristeza, raiva, amor, compaixão, medo, angústia, espanto, etc em frente a um espelho. Nesta hora pode-se moldar a expressão facial a vontade, e se a expressão de feliz está parecida com um idiota alegre, podes-se treinar mais, até o ator convencer a si próprio de que está feliz. Também é importante que o grupo de pantomima chame a atenção dos pantomímicos que não estejam com uma boa expressão, sugerindo melhoras e pedindo para recomeçar. Não importa quantas vezes o ensaio recomece, deve-se aproveitar o ensaio para este tipo de correção.
“Uma pessoa feliz é aquela que está sorrindo, certo? Errado”. Somente em expressões com sorriso pode-se citar ao menos cinco e todos com emoções distintas. As crianças costumam ser aconselhadas por suas avós a “fazer uma cara feliz”, “dar um grande sorriso” e “mostrar os dentes brancos maravilhosos” ao conhecer uma pessoa. A vovó sabia, no plano da intuição, que isso causaria nos outros uma boa impressão. Os primeiros estudos científicos sobre o sorriso que se tem notícia foram os do cientista francês Guillaume Duchenne de Boulogne, no início do século XIX. Boulogne descobriu que os sorrisos são controlados por dois conjuntos de músculos: os zigomáticos maiores, que percorrem todo o lado do rosto e se conectam com os cantos da boca, e os orbiculares ópticos, que puxam os olhos para trás. Os zigomáticos maiores puxam a boca para os lados, expondo os dentes e alargando as bochechas, ao passo que os orbiculares ópticos estreitam os olhos e produzem os pés-de-galinha. É importante entender o funcionamento desses músculos, porque os zigomáticos maiores são conscientemente controlados – são usados para produzir falsos sorrisos de satisfação que dão a impressão de cordialidade e subordinação. Os orbiculares ópticos que atuam independentemente, revelam os sentimentos que há por trás de um sorriso verdadeiro. Portanto, a primeira coisa que o público procura inconscientemente para saber se seu sorriso é verdadeiro são os pés de galinhas. É importante o grupo lembrar o ator de forçar os olhos ao sorrir, assim o sorriso fica com ar de felicidade.
Para um sorriso, não basta apenas um movimento com a boca, os olhos influenciam significativamente o sorriso, e pode-se reparar no espelho que o sorriso bem dado é capaz até de levantar as orelhas, curvar as sobrancelhas e esticar o nariz, por isso se sorri com o rosto, e não apenas com a boca. Esta regra vale para qualquer emoção. “Uma pessoa zangada é aquela que está com as sobrancelhas franzidas, certo? Errado também!” Analise o contexto, o rosto todo deve dizer que a pessoa esta zangada, a boca com ar sério, os olhos levemente arregalados e atesta um pouco franzida. Um sorriso com as sobrancelhas franzidas é sinal de felicidade ou de ira? De nada. Isso não existe! Cuidado para a expressão não deixar o público confuso.
Uma expressão bem feita, treinada, conscientizada e nítida é muito eficaz, diz muito sobre o personagem, vale apenas lembrar que o rosto não é um conjunto de partes, é o todo, e o todo deve passar a emoção, e não apenas uma parte.

Expressão corporal

Lista-se de seguida alguns exemplos de expressão corporal utilizados na pantomima.
  • Sinal de franqueza: Mãos espalmadas para cima, pode vir com braços abertos;
  • Sinal de autoridade: Mãos espalmadas para baixo (lembra do gesto de Hitler?), ou dedo apontado;
  • Em desacordo ou insegurança: Braços cruzados ou coçar/bater na cabeça ou pernas cruzadas;
  • Atitude hostil: Braços cruzados fortemente com punhos cerrados;
  • Resistente: Braços cruzados com as mãos agarrando os braços;
  • Confiante, porém defensivo: Braços cruzados com os polegares para cima;
  • Nervosismo: mexendo no punho da camiseta, na bolsa, no relógio, enfim, em algum lugar que possa formar uma barreira entre o mundo exterior e o pantomímico;
  • Pessoa aberta: Braços paralelos apontando para frente;
  • Pessoa fechada: braços sobrepostos, cruzando-se, criando uma barreira;
  • Pessoa tomando decisão: Alisar o queixo;
  • Pessoa neutra: pernas (em pé ou sentado) em posição de sentido, retas e juntas;
  • Homem dominador: Pernas abertas;
  • Pessoa emocionalmente retirada (“no mundo da lua”): Pernas e braços cruzados ao mesmo tempo;
  • Homem competitivo: Pernas cruzadas com os tornozelos sobre o joelho;
  • Pessoa reprimida: tornozelos trançados (homem com joelhos afastados, mulheres com joelhos abertos);
  • Preparado para uma atitude ofensiva ou de ataque: Mãos sobre a cintura;
  • Se achando “o macho”: Postura de cowboy, isso é, polegares enfiados no cinto, ou no alto dos bolsos;
  • Controlador ou manipulador: Montar na cadeira, isso é, virar a cadeira, sentar e manter as costas da cadeira na sua frente, apoiando o braço. Sentar ao contrário;
  • Confiante, pessoa que acha que tem o segredo do sucesso: Catapulta, ou seja, mãos na nuca da cabeça, sentado com as pernas cruzadas com o tornozelo sobre o joelho;
  • A postos: sentado, inclinar-se para frente com as mãos no joelhos;
  • Fumante confiante, superior, positivo: Baforada para cima;
  • Fumante negativo, reservado, desconfiado: Baforada para baixo;
  • Pessoa que usa óculos e quer ganhar tempo: Um braço da armação na boca;
  • Pessoa intimidadora que usa óculos: Olhar por cima dos óculos.

Música

Nem toda pantomima deve ter música, mas em diversos casos ela é utilizada para pontuar e acompanhar os sentidos despertando emoções nos espectadores de acordo com o objetivo da peça. É praxe utilizar músicas que sejam ricas em recursos para os movimentos, se movimentar no ritmo da música é muito interessante, pois realça os movimentos. Mas, claro dependerá do contexto cênico da pantomima em questão seja ela cômica, dramática ou mesmo abstrata.

Como vivia o povo grego na Antiguidade


De modo geral, o homem grego passava o dia fora de casa. Ocupava o tempo trabalhando, fazendo compras  ou conversando com os amigos sobre política e outros assuntos.
A mulher ficava em casa, cuidando da roupa e da alimentação e organizando o trabalho dos escravos; era ela quem administrava as tarefas da casa.
Comparadas com as de hoje, as casas eram pequenas e sem conforto. Mas isso tinha pouca importância, pois, em razão da suavidade do clima, a maior parte das atividades diárias era desenvolvida fora de casa. Construídas com uma mistura de pedregulho e terra cozida, as paredes eram tão frágeis que os ladrões eram chamados de “arrombadores de paredes”, pois eles simplesmente escavavam uma passagem nelas para entrar em casa.
Nas pequenas janelas não havia vidros e, no inverno, elas eram fechadas com madeira. As cozinhas eram raras e os alimentos eram preparados ao ar livre.
Na Grécia Antiga não havia residências luxuosas. Mesmo um grande general, como Temístocles, vivia numa casa simples, igual à de seus vizinhos. Os homens ricos não eram respeitados pela ostentação, mas pelo que davam aos deuses e à cidade para custear os festivais públicos.
Nas cidades havia numerosas construções publicas. As principais eram Odéon, consagrado aos exercícios de música; os teatros, onde se representavam tragédias e comédias; os ginásios, que, de inicio eram usados como lugares de treinamento e, depois, passaram a ser os lugares onde os filósofos davam suas lições ao ar livre; os estádios, onde se efetuavam as corridas a pé e outros exercícios, e os templos, onde eram cultuados os deuses.
As casas ficavam dispersas, sem nenhum alinhamento, atrás dos templos e de outros monumentos. As ruas eram estreitas e sinuosas. As condições de higiene eram precárias: quase não havia esgotos e todo o lixo era jogado nas ruas para ser apanhado pelos cães.
Ao se levantar, os gregos comiam pão embebido em vinho diluído com água; no almoço, comiam pão com queijo de cabra ou azeitona e figos; o jantar consistia de uma sopa de cevada e pão de cevada. Às vezes, comiam também legumes preparados em azeite de oliva e algumas aves caçadas no campo.
Nas famílias mais ricas,  jantar era quase igual, mas o pão era de trigo e, as vezes, havia também peixe, linguiça, queijo com mel e nozes, bolos e frutas secas.
Carne só em ocasiões especiais e depois de rituais. Nessas ocasiões, cabras e cordeiros eram sacrificados no pátio das casas. As vísceras e gorduras eram queimadas no altar como oferenda aos deuses, e a carne, depois de assada, era servida aos presentes. Só nos grandes festivais da cidade se comia carne bovina. Depois do sacrifício, a carne era distribuída entre os pobres.
A principal bebida dos gregos era o vinho. Mas eles não bebiam puro; preferiam mistura-lo com água e, antes de bebê-lo , costumavam derramar algumas gotas no chão como oferenda aos deuses.
Os gregos comiam muito pão, e para adoçar a comida ou bebida utilizavam o mel.
As roupas usadas pelos gregos eram simples. À parte a qualidade dos tecidos, todos se vestiam da mesma maneira, com roupas fáceis de pôr e tirar. Os camponeses usavam uma veste curta, feita da pele de animais.
Cabia às mulheres à tarefa de tecer o pano para fazer as roupas, tanto nas famílias ricas quanto nas pobres. Eram elas que fiavam, tingiam e teciam a lã: a peça que saía do tear estava pronta para ser usada. Não era preciso cortar nem costurar.
 

A Grécia hoje

A Grécia ocupa aproximadamente o território habitado pelos helenos do período Clássico. Sua forma de governo é a república parlamentarista.
           
A Grécia vive sob regime democrático. Trata-se de uma democracia representativa, diferente daquela praticada no período Clássico. Naquela época, as pessoas participavam diretamente, emitindo sua opinião na Assembleias, que reunia todos os cidadãos. Na democracia moderna, os cidadãos elegem seus representantes e são estes que exercem o poder.
A economia do país baseia-se na agricultura, na indústria e no turismo. As principais culturas são: trigo, oliveiras, fumo, algodão e frutas. Dentre as principais indústrias, destacam-se as têxteis, as de azeite e vinho, as de refino  de petróleo, as de alumínio e níquel e a mineração.
Desde a Antiguidade, os gregos se distinguiram na construção naval e na navegação. Essa tradição continua até hoje. A frota grega atual, composta de navios de passageiros e mercantes, entre os quais importantíssimos cargueiros e petroleiros, está entre as primeiras do mundo.

Vista da cidade de Atenas
 




Fonte: Só História

domingo, 11 de agosto de 2013

VOCÊ SABE O QUE FOI O CAUDILHISMO?



 
Caudilhos: representantes das contradições políticas vividas na América Latina



São denominados caudilhos os políticos e grandes líderes de determinadas nações que exercem seu poder de forma carismática e de caráter populista por vias autoritárias ou autocráticas, fazendo com que sejam associados aos ditadores e tiranos.
A corrente do caudilhismo teve grande expressividade na América Latina, principalmente nos países que foram colonizados pela Espanha. Historicamente, os caudilhos foram se formando ao longo da independência das nações latino-americanas de suas colônias. Muitos deles eram grandes senhores de terra que queriam fazer prevalecer seus direitos acima dos outros de qualquer maneira.

No Brasil, com a força política da elite agropecuária e cafeicultora, muitos senhores de engenho formaram exércitos próprios e leis que privilegiavam sua autoridade para exercer um mandato sustentado por interesses pessoais e políticos.

Com os grandes avanços do sistema republicano em nações como Estados Unidos e França, os países latino-americanos queriam acabar com o regime autoritário das monarquias e acabaram formando governos influenciados pelos interesses das elites, os tais caudilhos.

Principais articuladores de movimentos de independência que pretendiam estabelecer o regime republicano, os criollos  defendiam a importância do setor agroindustrial e do comércio de produtos manufaturados para impulsionar a economia local e criar mais empregos – além, é claro, de obter lucros com a compra e venda destes produtos.

Estes primeiros caudilhos conquistavam o apoio de grandes populações por meio do carisma, argumentando que as políticas motivadas por seus interesses atendiam às necessidades de todos, como a geração de mais empregos e a consolidação de uma economia estável.

A maioria dos políticos considerados caudilhos permanece por tempo prolongado no Poder e tem grande proximidade com as camadas mais baixas da população. No Brasil, o exemplo mais próximo ao caudilhismo foi o Governo de Getúlio Vargas, que trouxe grandes avanços nas leis trabalhistas do país, mas era sustentado por uma ditadura. Em países como Bolívia, Peru, Guatemala, Haiti, Paraguai, Venezuela, Nicarágua e Uruguai, houve muitos outros exemplos do caudilhismo.

Apesar de ser um sistema arcaico, muitos cientistas políticos afirmam que ainda hoje o caudilhismo se faz presente na América Latina, principalmente sob a influência do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Considerada a grande ‘herança maldita’ do continente latino-americano, o caudilhismo não passou de uma tentativa frustrada de países outrora colonizados de instituir o regime republicano de forma ineficiente.

Fontes:
 
Blog da Professora Isabel Aguiar

EXERCÍCIOS SOBRE A CONJURAÇÃO MINEIRA



1 - ONDE OCORREU A CONJURAÇÃO  MINEIRA?

2 - EM QUE ANO OCORREU A CONJURAÇÃO MINEIRA?

3 - POR QUE OCORREU A CONJURAÇÃO MINEIRA?

4 - QUEM LIDEROU A CONJURAÇÃO   MINEIRA?

5 - QUAIS ERAM OS OUTROS INCONFIDENTES, ALÉM DE TIRADENTES?

6 - QUAL ERA A IDEIA PRINCIPAL DOS INCONFIDENTES?

7 - QUE INSCRIÇÃO HAVIA NA BANDEIRA DOS INCONFIDENTES?

8 - O QUE ERA A DERRAMA?

9 - QUEM DELATOU O MOVIMENTO DA CONJURAÇÃO MINEIRA?

10 - O QUE ACONTECEU AOS LÍDERES DA CONJURAÇÃO MINEIRA, APÓS O FRACASSO DO MOVIMENTO?

           

RESPOSTAS:

A INCONFIDÊNCIA MINEIRA


1 - ONDE OCORREU A INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

R: EM MINAS GERAIS.

2 - EM QUE ANO OCORREU A INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

R: 1789

3 - POR QUE OCORREU A INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

R: O BRASIL SOFRIA POR IMPOSIÇÕES CADA VEZ MAIS INJUSTAS POR PARTE DE PORTUGAL, NOSSA COLÔNIA, E ALMEJAVA POR LIBERDADE.

4 - QUEM LIDEROU A INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

R: JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, O TIRADENTES

5 - QUAIS ERAM OS OUTROS INCONFIDENTES, ALÉM DE TIRADENTES?

R: TOMAS ANTÔNIO GONZAGA, CLÁUDIO MANUEL DA COSTA, ENTRE OUTROS DE MENOR EXPRESSÃO.

6 - QUAL ERA A IDÉIA PRINCIPAL DOS INCONFIDENTES?

R: TORNAR O BRASIL INDEPENDENTE

7 - QUE INSCRIÇÃO HAVIA NA BANDEIRA DOS INCONFIDENTES?

R: LIBERTAS QUAE SERA TAMEN (LIBERDADE AINDA QUE TARDIA)

8 - O QUE ERA A DERRAMA?

R: PORTUGAL DECIDIA UMA COBRANÇA EXCEPCIONAL SOBRE O OURO EXTRAÍDO DAS MINAS E ESSA COBRANÇA, GERALMENTE, ERA EXTREMAMENTE VIOLENTA E INJUSTA.

9 - QUEM DELATOU O MOVIMENTO DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA?

R: JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS

10 - O QUE ACONTECEU AOS LÍDERES DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA, APÓS O FRACASSO DO MOVIMENTO?

R: O LÍDER, TIRADENTES, FOI ENFORCADO E ESQUARTEJADO. OS OUTROS PARTICIPANTES DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA, EM SUA MAIORIA FORAM ENVIADOS PARA A ÁFRICA COMO PUNIÇÃO.

       

fONTE: http://www.seuconcurso.com.br/inconfidencia-mineira.htm  

SAÚDE – Alimentação e Higiene à época de Dom João VI


Alimentação

Sabemos que os hábitos dos brasileiros sofreram muitas mudanças com a transferência da Família Real Portuguesa para o país em 1808. O Estilo europeu de viver tornou os costumes mais cosmopolitas e como já vimos se refletiram nas vestimentas mas também à mesa, na higiene, no saneamento, na forma de convivência entre as pessoas e até mesmo na decoração das casas. Os hábitos alimentares igualmente sofreram grande influência da corte portuguesa no Rio de Janeiro. Começaram a aparecer as delícias da culinária europeia e o cardápio começou a sofrer transformações. Por isso, podemos dizer que hoje a gastronomia brasileira é uma das mais ricas do mundo, porque, além de utilizar a imensa variedade de alimentos disponíveis no Brasil, muitas plantas ainda foram importadas da Europa e de outras regiões do mundo e se adaptaram perfeitamente às nossas condições climáticas. O Brasil, assim, se tornou um dos países mais ricos do mundo no âmbito gastronômico.
Os hábitos alimentares da Família Real Portuguesa
Muitos já ouviram falar do apreço de Dom João VI pelo consumo, em uma única refeição, de três frangos e uma sequência de cinco mangas, descascadas por ele. Mas e sobre as preferências gastronômicas dos outros membros da família imperial? Chega às livrarias para a comemoração dos duzentos anos da vinda da Família Real para o Brasil, um livro sobre os hábitos alimentares de diversas personagens como dom Pedro I e a princesa Isabel. Editada pela Jorge Zahar, a obra é resultado de uma pesquisa feita pela historiadora portuguesa, Ana Roldão, gerente de negócios do Museu Imperial de Petrópolis, e escrita juntamente com o jornalista Edmundo Barreiros. "Acompanha toda a trajetória do Brasil Império. Começa conosco, lá em Portugal, e segue a Família Real até aqui. Não será um livro científico, e sim uma obra romanceada em cima de fatos históricos", diz Roldão, em entrevista à Folha. “Quando abri o bistrô, Petit-Palais, na propriedade onde fica o museu, as pessoas perguntavam: Tem comida do imperador? O que dom Pedro I comia? E a princesa Isabel?'. Eu não fazia a menor ideia do que comiam.” Devido às perguntas que se tornavam cada vez mais frequentes, a historiadora decidiu pesquisar através de documentos históricos, de anotações dos mordomos da família (sobre a aquisição de insumos para a casa imperial), de cadernos de ucharia (que relacionam os itens da dispensa), de livros portugueses de receitas do século dezenove, de menus escritos, de cardápios de viagens e da correspondência, principalmente, da princesa Isabel. "Tem pouca coisa escrita sobre a alimentação deles, mas o material gráfico é rico, há uns menus bonitos", diz. Entre as curiosidades do livro com título provisório de "Banquetes Reais", está a predileção da princesa Isabel pelos doces de ovos e sorvetes. "Há uma forte influência portuguesa no gosto dela. É alucinada por todos esses doces portugueses. Adora pão-de-ló, chá. É uma figura bem rica para trabalhar com alimentação, pois fala muito de comida", diz a historiadora. "Reclama do jejum que tem de fazer na Quaresma, diz que não aguenta mais o peixe em lata e as batatas cozidas." A autora também ressalta Dom João VI. "Vou reproduzir no livro um documento em que ele conta dos três 'frangões', não frangões, que comia. Menciona o cozinheiro dele, Alvarenga, dizendo que ninguém sabia prepará-los como ele." Ainda que grande parte dos produtos consumidos pela família viessem de fora (amêndoas, lebres, pistache, chá), coube a dom João VI introduzir ingredientes brasileiros na dieta alimentar da família, especialmente na família dele, caso da manga (de Itu) e da goiaba. A respeito de Carlota Joaquina, temos que a quantidade de cachaça que encabeça a lista de compras da cozinha do palácio onde ela vivia era enorme. Segundo Ana Roldão, na Torre do Tombo, em Lisboa, um documento indica que eram consumidas muitas unidades de aguardente de cana por mês, a maioria destinada ao quarto e à cozinha de Carlota. Ela tomava aguardente misturada com sucos de frutas frescas, pois sofria demais com o calor brasileiro. Tinha necessidade de hidratar o corpo. No câmbio de informações, podemos notar que a alimentação das mulheres era carregada nos doces, o que explica, porque a aguardente era usada para conservar compotas de fruta. Já Dona Leopoldina, quando veio para o Brasil, em 1817, casar com dom Pedro I, trouxe na bagagem um carregamento de repolhos, salmões salgados, carne de porco e feijão-verde. E Dom Pedro I não dispensava um bom prato de arroz com feijão. Ana diz ter descoberto por suas pesquisas que ele preferia fazer as refeições na cozinha a comer na sala de jantar. Tem um lado, não só aquele fervoroso de amantes e tal, mas humano, de estar com as pessoas do povo. Era o 'garoto das cavalariças'. Um dos relatos engraçados levantados pela historiada trata de um dia em que Pedro I, já imperador, foi cavalgando a uma fazenda e chegou lá antes da comitiva. "Sem se identificar, entrou pela cozinha e disse à cozinheira que estava com muita fome. E ela: 'Ó moço, posso dar algo simples, porque estou esperando o imperador'. Ofereceu-lhe arroz, feijão, carne e aguardente. Quando o dono da fazenda entrou, viu o imperador sentado na cozinha, tomando cachaça, comendo a comida dos empregados e rindo."
Aqui vai uma receita do livro "Cozinheiro Imperial"
Corte o miolo de pão em bocados redondos ou quadrados, da grossura de dois ou três dedos. Passe-o, rapidamente, por um molho de vinho branco da Madeira (ou qualquer outro vinho branco). Depois de escorridos, passe-o por ovos batidos e frite em óleo quente até ficarem dourados. Sirva com calda de vinho e açúcar, ou do licor desejado.
Saúde Pública e Higiene

O Rio de Janeiro enfrenta graves problemas de saúde pública em pleno Século XXI, mas isso não é simplesmente uma consequência do progresso, com a expansão imobiliária e o inchaço da metrópole, hoje com milhões de habitantes. Antes mesmo da chegada da Família Imperial Portuguesa, o Rio de Janeiro já sofria com dificuldades de saneamento básico que culminavam com epidemias terríveis. No período não existiam, na colônia, médicos especializados em todos os tipos de doenças, trabalho que acabava sendo exercido por pessoas desqualificadas para a função, como por exemplo, os religiosos e os barbeiros. A medicina era precária e engatinhava: como vimos, começou realmente a se estabelecer no Brasil com a vinda de D. João VI. O saneamento básico das cidades era muito deficiente. Os hábitos de higiene da população eram incompatíveis com as normas conhecidas de "saúde pública". O número de médicos aumentou com a chegada da Família Imperial, mas o atendimento era privilégio da corte e das famílias mais abastadas da época. Verdadeiramente, muitos fatores contribuíam para que os portugueses - mais vulneráveis às condições climáticas e higiênicas do país - contraíssem algum tipo de doença. Os nobres eram enterrados nas igrejas, sem quaisquer tipos de preparação ou cuidados com o acondicionamento dos corpos, o que também aumentava a possibilidade de se alastrarem diversas epidemias.
Contudo, a principal mudança teria que acontecer mesmo no sistema de saúde da colônia, pois as condições eram calamitosas. As doenças de pele alastravam-se, bem como as doenças pulmonares, venéreas e uma série de outras viroses, decorrentes da miscigenação que se iniciava no Brasil. Em 1808, das 60 mil pessoas que habitavam a colônia, 20 mil eram trabalhadores da saúde e eram conhecidos como "barbeiros". Com o aumento do número de médicos, foram formadas em território brasileiro as primeiras turmas de profissionais. Os principais focos de doença não foram dizimados e o saneamento básico continuou precário até o final do século, sendo efetivado a partir de 1860. A saúde foi o órgão público que menos modificações sofreu nesse período. D. João VI, entretanto, com toda a sua determinação, conseguiu mudar a estrutura como um todo, firmando as primeiras bases do sistema de saúde pública brasileiro. Em meados de 1821, quando resolveu retornar para Portugal, a cidade já se encontrava urbanizada e bonita e aqui viviam mais de 112 mil pessoas, entre elas, 55 mil escravos. Não é de se estranhar que mesmo com o "empenho" de Dom João, as doenças só foram amenizadas mesmo em fins do século XIX, afinal, jamais foi interesse sincero de Dom João melhorar as condições sanitárias e de atendimento médico ao povo. A criação do Colégio Médico-Cirúrgico no Real Hospital Militar da Cidade de Salvador e da Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro se deram muito mais para atender às necessidades da própria corte.
No aspecto saúde, houve muitas outras pessoas no Brasil que fizeram mais no âmbito público. Foi no primeiro governo de Rodrigues Alves (1902-1906) que houve a primeira medida sanitarista no país. O Rio de Janeiro não tinha nenhum saneamento básico e, assim, várias doenças graves como varíola, malária, febre amarela e até a peste espalhavam-se facilmente. O presidente então nomeou o médico Oswaldo Cruz para dar um jeito no problema. Numa ação policialesca, o sanitarista convocou 1.500 pessoas para ações que invadiam as casas, queimavam roupas e colchões. Sem nenhum tipo de ação educativa, a população foi ficando cada vez mais indignada. E o auge do conflito foi a instituição de uma vacinação anti-varíola. A população saiu às ruas e iniciou a Revolta da Vacina. Oswaldo Cruz acabou afastado.

sábado, 10 de agosto de 2013

O Processo de Independência do Haiti


O Haiti, colônia francesa localizada no Caribe, era nada mais, nada menos, do que o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. A colônia, que se baseava no sistema de plantation escravista e era muito rica, também exportava algodão e rum.
Os escravos africanos presentes na região eram submetidos a uma exploração acentuada, visto que o trabalho era bastante exaustivo e os castigos eram intensos e pesados. Todos esses fatores foram alimentando um espírito de revolta, que foi estimulado pela Revolução Francesa. Em 1791, um negro chamado Toussaint Louverture foi líder da mais importante revolta de escravos da história das Américas, comandando um enorme exército de escravos.
Já em 1794, os revolucionários franceses jacobinos, que estavam atuando dentro da França, resolveram abolir a escravatura nas colônias. Mas oito anos depois, as tropas de Napoleão Bonaparte desembarcaram no Haiti e realizaram um verdadeiro banho de sangue. Louverture, líder da revolta dos escravos, foi preso e levado para a França, onde morreu.
Toda a repressão provocada por Napoleão Bonaparte não foi o bastante para frear a revolução. Ainda em 1804, o Haiti conquistou a sua independência e conseguiu abolir, de vez, a escravidão. Mas o preço pago por tantos anos de exploração fez com que a economia ficasse destruída e até hoje o país é considerado um dos mais pobres do mundo.
A revolução no Haiti gerou reflexos aqui no Brasil. Anos mais tarde, em 1835, os escravos africanos organizaram uma rebelião na Bahia também com o intuito de expulsar os brancos dominantes da região e tomar o poder. Tal rebelião ficou conhecida como Revolta do Malês.
 
 

Folclore Brasileiro


O Folclore é o conjunto de manifestações de caráter popular de um povo, ou seja é o conjunto de elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicional destas representações, sempre transmitidas de uma geração para outra através da prática (os pais ensinam aos filhos, que desde pequeninos já praticam).
O folclore varia bastante de um País para o outro, e até mesmo dentro de um Estado é bastante variável, pois as diferenças entre as regiões são muito grandes. No caso do Brasil  o folclore foi resultado da união da Cultura a partir da miscigenação de três povos (Europeu, Africano, Ameríndio ). O que resultou é que em muitas regiões brasileiras o folclore é muito diferente, pois devido as influências de cada um destes povos formadores do Brasil, algumas regiões apresentam uma maior tendência a uma origem mais detalhada, por exemplo, no Nordeste na zona Litorânea as presenças das influências indígenas, Portuguesas e negra são que quase igualadas, já mais para o Sertão, a presença da Cultura negra não é muito marcante como no litoral .
Saci - Ícone do folclore brasileiro
Lembrando que as manifestações folclóricas brasileiras, na sua grande maioria são manifestações de caráter de um povo mestiço, ou seja, sofrem influência de diversas raças, mas apresenta características próprias e que também a grande  maioria são manifestações completas em caráter artístico, pois possuem elementos do Teatro, Dança, Musica e Artes Plásticas.
O termo Folk-Lore foi empregado pela primeira vez em 22 de agosto de 1846. Donde fica agosto consagrado ao Folclore. Cultura, antropologicamente, é tudo aquilo que o homem faz, material e não materialmente, excluídas as necessidades fisiológicas. Também de difícil conceituação é a palavra povo. Aqui deve ser tomado como todos os participantes de uma comunidade. Folk-Lore, por ser formado de termos de duas línguas diferentes, leva a equívocos. Folk quer dizer povo; lore, o saber, o conhecimento, o costume. Pode-se afirmar: Folclore é o saber vulgar do povo. Não transmitido através de escolas e nem de livros e sim por imitação ou por força de tanto ver e ouvir. Para ser determinado como Fato inteiramente folclórico:
  1. ser transmitido oralmente, de boca em boca, e não por meios eletromecânicos, como rádio, disco e livro.
  2. ser social, praticado por muitos e não por uma só pessoa.
  3. ser espontâneo, livre. Quando o professor dá um provérbio para ser analisado sintaticamente pelos alunos, aí não há o fato folclórico. já quando dito pelo mesmo professor ou pelos anos, espontaneamente, para explicar ou justificar um fato, nesse caso há o fato folclórico.
  4. ser anônimo, não se conhece o autor de superstição, de uma dança popular, de um provérbio ou adivinhas. 


O FOLCLORE BRASILEIRO

O folclore do Brasil é riquíssimo, um dos mais ricos do mundo. Para sua formação, colaboraram principalmente, além do elemento nativo (o índio), o português e o africano. Estes três povos constituíram, podemos dizer, as raízes de nossa cultura. Posteriormente, imigrantes de outros países, como Itália e Alemanha, deram sua contribuição ao nosso folclore, tornando-o mais complexo e mais rico.
A tendência dos costumes de povos diferentes é, quando estes se relacionam de modo íntimo, construir expressões híbridas, ou seja, suas culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular.
Como os grupos humanos influenciam uns aos outros, podemos dizer que o folclore não é uma ciência estática, morta. Ao contrário, ele é dinâmico, pois além de pesquisar o passado, tem de estar atento às transformações do presente.
O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro. A seguir, então, será narrada uma idéia geral dos vários desdobramentos do nosso folclore:
a) Linguagem Popular: gíria, apelidos ou alcunhas, legendas, linguagem especial ou cifrada, metáforas, frases feitas. Além da palavra há a mímica e os gestos. Assim, nós temos expressões utilizadas em todo o país (“tirar o pai da forca”, “está se virando”), compreendidos por todos, e expressões regionais, somente entendidas pelos habitantes da região (“gineteando” RS “Fute” dito na região NE).
b) Literatura Oral: poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances, parlendas, adivinhas, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente;
c) Lúdicos: são os folguedos populares tradicionais, os jogos, os brinquedos e brincos. Exemplos: Bumba-meu-boi (NE), Caboclinhas (PB e RN), Cavalhadas (RS, AL, PR e SP), Ciranda (PE), Congada (SP, ES, BA, MG, GO, PR, RS), Cordões de Bicho (AM), Fandango, conhecido em todo o Brasil e, ainda Guerreiros, Mamulengo, Maracatu, Moçambique, Pastoril, Quilombo e Reisado.
d) Música: a música folclórica está presente em quase todas as manifestações populares. A serenata, coreto, cantigas de rixa, bendito, cantigas de cego, cantos de velório e cânticos para as almas são formas de músicas folclóricas.
e) Crendice: (Superstições) as de caráter ativo se manifestam em regiões, cultos dos santos, seitas, cultos de fetiches; e as de caráter passivo nos presságios, esconjuros, orações, tabus e totemismos. Contam com patuás, relíquias, amuletos, talismãs, bentinhos e santinhos.
f) Usos e Costumes: ritos de passagens, usanças agrícolas, pastoris, medicina rústica e trajes.
g) Artes Populares e Técnicas Tradicionais: culinárias, rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.
A comemoração do Dia do Folclore é em 22 de agosto, data em que a palavra folclore foi empregada pela primeira vez.


RETRATO MULTICOLORIDO

Lendas, festas, aromas, sabores, enfeites, danças, músicas, trajes típicos, manifestações populares. Bem-vindo ao universo do folclore brasileiro! De norte a sul, as tradições regionais compõem um retrato multicolorido de nosso país. Embarque nesta viagem. Há um mundo incrível à sua espera!
Lendas
As Lendas no Brasil de inúmeras variedades,influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro .Devemos considerar que lenda não significa mentira, e nem verdade absoluta, o que podemos e devemos deduzir é que uma história para ser criada ,defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas,ela deve ter no mínimo um pouco de fatos verídicos.
Muitos historiadores, pesquisadores,folcloristas, e outros profissionais que estudam Sociedades, tendem a afirmar que lendas são apenas frutos da imaginário popular,porém como sabemos as lendas em muitos povos são
"os livros na memória dos mais sábios".

A diferença entre Mito e Lenda é a seguinte, O Mito é o Personagem a qual a lenda trata, pois a Lenda é a História sobre o determinado Mito.
Região Norte
 O BOTO
 MUIRAQUITÃ
 ORIGEM DO PIRARUCU
 VITÓRIA-RÉGIA
 SACI PERERÊ
 BOITATÁ
 MAPINGUARI
 ORIGEM DO PEIXE- BOI
 CAPELOBO
 CAIPORA E CURUPIRA
 LOBISOMEM
 ORIGEM DA MANDIOCA
 MULA -SEM- CABEÇA
 ONÇA MANETA
 ONÇA-BOI
 ORIGEM DA LUA
 IARA
 ORIGEM DO GUARANÁ
 ORIGEM DO SOL
 DIABINHO DA GARRAFA
 CUCA
 BICHO-PAPÃO
 COBRA -HONORATO
 MATINA PERÊRA

Região Nordeste
 VAQUEIRO MISTERIOSO
 MULA -SEM -CABEÇA
 NEGRO D'ÁGUA
 CABRA CABRIOLA
 QUIMBUNGO
 DIABINHO DA GARRAFA
 LOBISOMEM
 CUCA
 SACI PERERÊ
 CAPELOBO
 ORIGEM DA MANDIOCA
 CAIPORA E CURUPIRA
 BICHO-PAPÃO
 CABEÇA -DE -CÚIA
 BICHO - HOMEM
 ALAMOA 

Região Centro-Oeste
 SACI PERERÊ
 NEGRO D'ÁGUA
 CAIPORA E CURUPIRA
 ONÇA -MANETA
 ARRANCA- LINGUAS
 ONÇADA MÃO TORTA
 CUCA
 LOBISOMEM
 DIABINHO DA GARRAFA
 BICHO-PAPÃO
 MULA- SEM -CABEÇA
 MÃE - DO - OURO
 PAI DO MATO 

Região Sudeste
 ONÇA- MANETA
 PROCISSÃO DAS ALMAS
 BICHO-PAPÃO
 MÃO DE CABELO
 LOBISOMEM
 CAIPORA E CURUPIRA
 CUCA
 BICHO-PAPÃO
 SACI PERERÊ
 MULA -SEM -CABEÇA
 NEGRO D'ÁGUA
 QUIMBUNGO
 DIABINHO DA GARRAFA
 PORCA DOS SETE LEITÕES 

Região Sul
 SACI PERERÊ
 NEGRINHO DO PASTOREIO
 BICHO-PAPÃO
 CAIPORA E CURUPIRA
 PROCISSÃO DAS ALMAS
 CUCA
 MULA -SEM- CABEÇA
 JOÃO DE BARRO
 GRALHA AZUL
 MÃO DE CABELO
 PÉ-DE-GARRAFA
 LOBISOMEM
 DIABINHO DA GARRAFA


PROVÉRBIOS: DITOS POPULARES

Frases Populares,ou Expressões Populares: São palavras,e frases que na sua grande maioria têm a função comparativa com diversos assuntos, como animais,modo de agir,modo de pensar.O que difere o Ditado da Frase popular é que este serve de alerta ao futuro, e não apenas julga na ocasião do acontecimento como faz a frase.
Memória de Elefante: O elefante lembra de tudo o que aprende, motivo por que é uma das principais atrações do circo. Por isso, dizem que as pessoas que lembram de tudo (até mesmo as magrinhas!) tem a memória de elefante.
Dormir com as galinhas: A expressão significa deitar-se cedo, logo ao anoitecer, como fazem as galinhas.
Acordar com as galinhas: A expressão significa acordar cedo, como fazem as galinhas.
Lágrimas de crocodilo: É uma expressão bastante usada para se referir a choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele "chora" enquanto devora uma vítima.
Osso duro de roer: Coisa difícil de resolver
Dar nó em pingo d'agua: Ser capaz de se sair de todas as dificuldades.
Remar contra a Maré ou Remar contra a Correnteza: Tentar fazer uma coisa e tudo der errado.
Dar a mão a Palmatória: aceitar que errou.
Pintar o 7: fazer bagunça.
Dar com os Burros n'água: Fazer muito esforço para conseguir algo e acabar perdendo tudo de forma banal.
Ficar Chupando dedo: Ficar somente com a vontade de fazer alguma coisa.
Ditados: ervem de advertência e as vezes apresenta um sentido construtivo.
Antes só do que mal acompanhado: antes a pessoa ficar sozinha do que acompanhada de uma pessoa ruim.
Cada macaco no seu galho: Cada pessoa no seu devido lugar .
De grão em grão,a galinha enche o papo: Aos poucos se consegue atingir um objetivo.
Deus escreve certo por linhas tortas: Deus consegue estabelecer a verdade por mais difícil que pareça ser.
Cavalo dado,não se olha os dentes: um objeto dado não se olha o valor.
Um dia da caça, o outro é do caçador: Num dia as pessoas tem sorte,no outro não.
Quando um Burro fala, o outro murcha a orelha: quando uma pessoa fala a outra se cala.
Andorinha só ,não faz Verão: Em certas ocasiões uma pessoa sozinha não resolve o problema.


ADIVINHAÇÃO:

Adivinhas são perguntas de caráter enigmático onde a resposta parece difícil de ser descoberta.As advinhas compreendem a adivinhação propriamente dita, pergunta enigmática e charada.Veja alguns exemplos :
Do tamanho de uma bolota enche a casa até a porta?(resposta: a luz)
A meia noite acorda um francês, Sabe da hora não sabe do mês.
Têm esporas sem ser cavaleiro,
cava no chão e não e não acha dinheiro?(resposta : galo)

No mato fica falando, em casa fica calado?(resposta: machado)
O que é ,o que é? cai de pé e corre deitado?(resposta: chuva)
O que é , o que é? quanto mais cresce menos se vê?(resposta: escuridão)


TRAVA-LÍNGUA:

Trava-linguas ou Quebra-Línguas são formas de divertimento ,para que as frases funcionem a pessoa deve repetir a frase por muitas vezes seguidas criando assim uma impossibilidade de comunicação. Exemplos: 
Porco crespo, tôco pretro
Um Tigre,dois Tigres,três Tigres.
Três pratos de trigo para três Tigres.
Bagre branco, branco Bagre.
Pia o pinto, a pipa pinga
O Padre Pedro tem um prato de Prata.
O Prato de Prata não é do Padre Pedro.

A aranha arranha a jarra,a jarra arranha a aranha.


BRINCADEIRA DE INFÂNCIA:

Por todo o País são inúmeras as brincadeiras apreciadas palas crianças, elas demonstram as características sociáveis , onde procuram outras crianças com o intuito de se divertir, resta salientar que na maiorias das brincadeiras,há restrições quanto as regras estabelecidas pelas próprias crianças , ou seja em algumas brincadeiras apenas os meninos podem brincar com meninos, e em outras apenas as meninas podem brincar com meninas.As características da expressividade e senso lúdico das crianças são bastante trabalhadas nestas brincadeiras.O que mais é valorizado é a participação da criança que quer brincar, entre as diversas brincadeiras estão:

CANTIGA NA INFÂNCIA:
As Parlendas são formas literárias tradicionais, rimadas com caráter infantil ,de ritmo fácil e de forma rápida. Não são cantadas e sim declamadas em forma de texto,estabelecendo-se como base a acentuação verbal.São versos de 5 ou 6 silabas recitadas para entender, acalmar, divertir as crianças, ou mesmo em brincadeiras para escolher quem inicia a brincadeira ou o jogo,ou mesmo aqueles que podem brincar.O motivo de uma Parlenda é apenas o ritmo como ela se desenvolve, o texto verbal é uma série de imagens associadas e obedecendo apenas o senso lúdico,ela pode ser destinada a fixação de números ou idéias primarias, dias da semana,cores,dentre outros assuntos.Veja alguns exemplos: 
Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.
Rei
Capitão
Soldado
Ladrão
Menino
Menina
Macaco Simão

Uma,duna ,tena,catena
Gurupi, gurupá
Solá, soladá
Conte bem
Que são dez.

Um,dois,feijão com arroz.
Três,quatro,feijão no prato.
Cinco , seis, chegou minha vez
Sete, oito , comer biscoito
Nove, dez , comer pastéis.
 Amanhã é domingo,
Pé de cachimbo
Galo monteiro
Pisou na areia.
Areia é fina.
Que dá no sino.
O sino é de ouro.
Que dá no besouro.
O besouro é de prata.
Que dá na barata.
A barata é valente.
Que dá no tenente.
O tenente é mofino.
Que dá no menino.
O menino é danado.
Que dá no Soldado.
O Soldado é Valente.
Que dá na gente...
Sola,sapato,
Rei,Rainha
Onde quereis
Que eu vá dormir?
Na casa de mãe
Aninha.


RITMOS E TRADIÇÕES DO BRASIL

O Brasil possui um dos folclores mais ricos de todo o mundo. São danças, festas, comidas, obras de arte, superstições, comemorações e representações que, pelos quatro cantos do país, exaltam a nossa cultura. Se o Sul e o Sudeste brasileiros são regiões em que as manifestações folclóricas têm ocorrido com menor intensidade, por causa de crescente industrialização das cidades, no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste do País as tradições se mantêm cada vez mais vivas. Há muito tempo elas fazem parte da vida de muitas pessoas. Os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo. Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.
Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é ''conhecimento popular''. As manifestações da cultura de um povo, seja através de suas lendas da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais e os enrriqueceram com novos hábitos criados após a reunião. O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola. Fazem parte do folclore os utensílioss que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro. Os tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas, também existem ainda muitas outras atividades que fazem parte do folclore. O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores. Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História. 
Festas Juninas: Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras. Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro. 
Bicho Brabo: O Bicho Brabo é uma tourada, que foi introduzida pelos portugueses na época do Brasil Colônia. Ainda hoje é comum em Mato Grosso, Goiás e São Paulo. A tourada é uma recreação popular, festiva, das zonas pastoris, e é realizada num circo ou área fechada, a arena, cercada por grossos palanques, revestidos por traves horizontais bem resistentes. De vez em quando o toureiro precisa subir nas traves para se defender do boi... Em algumas partes do Brasil, principalmente em São Paulo, nem sempre é um boi que entra na arena para ser toureado. Às vezes entra uma vaca. Em ambos os casos as touradas são belos espetáculos de destrezza e coragem. Os toureiros trabalham usando capas vermelhas para excitar o boi. Quando os toureiros fazem pegas, ou seja, agarram ou touros com as mãos, as fintas, que são os desvios e as derrubadas, entram os palhaços que alegram e divertem o público. Nesta tourada brasileira, não se mata o ''bicho brabo'', seja ele um touro ou uma vaca, tudo é um esporte, uma brincadeira no meio da arena cheia de sol e de alegria. 
O Carnaval: O Carnaval antigamente chamava-se, ''o entrudo'', onde a água, a farinha de trigo e o polvilho faziam a alegria de todos, fazendeiros e peões, brancos e negros. O entrudo chegou até a ser proibido, pois a elite pretendia transformá-la numa festa particular, somente em salões. Um grupo de foliões de rua, surgiu em 1846, chamado de Zé Pereira com bumbos e tambores, fazendo grande barulho depois das 22 horas de sábado. Depois surgiramos cordões, que começaram a se organizar e a desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro. Existia cordão, só de homens, só de mulheres, ou de homens e mulheres, onde seja qual for, a influência negra sempre foi visível, principalmente negros fantasiados de índios, tocando intrumentos primitivos. As escolas de samba são a maior atração do carnaval carioca. Os sambistas descem o morro, cantam e dançam nas ruas, com seus samba-enredo que falam tanto de personagens como de acontecimentos de nossa história. A primeira escola de samba surgiu no bairro do Estácio, em 1928. Mas, somente em 1952 as escolas começaram a se organizar em sociedades civis com sede e regulamento. E quando o desfile começa, surge o abre-alas e o porta estandarte com uma faixa que diz ''O SAMBA SAÚDA O POVO E PEDE PASSAGEM''. Tornou-se a festa mais popular do país, contando hoje em dia com uma fama notável no exterior, onde muitos estrangeiros visitam o Brasil só para ver o nosso Carnaval. 
Bumba-meu-boi: Dos folguedos brasileiros, o Bumba-meu-boi é um dos mais conhecidos e populares. Nos diferentes estados onde ocorre, entre eles Maranhão, Amazonas e Piauí, recebe diversos nomes como Boi-Surubi, Boi-Bumbá, Boi-de-Mamão. Os personagens também variam por regiões. Pai Mateus, Cavalo-Marinho, Caipora e Maricotas de Corocó, entre outros, contam, dançando e cantando, a história da morte e da volta à vida de um boi. Essa dança dramática é realizada tanto nos festejos juninos quanto nos de Natal. No momento do renascimento do boi, os personagens dessa encenação gritam ''Bumba-meu-Boi''. 
Boi-de-Mamão: O folguedo do Boi-de-Mamão, no folclore catarinense, é uma das brincadeiras de maior atração popular. Existe no folclore brasileiro com os nomes mais diversos: Bumba-meu-boi, Boi-bumbá, Boi-de-Pano, etc. 
Catira: Estudada em Goiás por Luiz Heitor. É dança só de homens. Considerada versão do Catetetê paulista, é a mais brasileira de todas as danças, no dizer de Couto de Magalhães. Ao som das violas, catireiros palmeiam e batem pés alternadamente, em evoluções variadas de entremeio ao canto da ''moda'', dançando logo a seguir o Recortado. Uma boa Catira vara a noite nas festas das fazendas. Como explica Luiz Heitor, ''a grande arte dos catireiros está nos bate-pés e palmas, cujo ritmo é diferente a cada aparição de elementos coreográficos''. E arremata o Professor: ''A Catira é uma especialização coreográfica. Qualquer um não pode dançá-la''. E, acrescentamos, é preciso aprender desde menino.
Cabaçais do Carirí: O nome cabaçal é pejorativo, em virtude de a caixa, o zabumba e os pífaros - seus instrumentos básicos - fazerem um ruído semelhante a muitas cabaças secas entrechocando-se. São a dança e música, de ritmo forte, tanto que os cabaçais eram também chamados de ''esquenta mulher'', porque, à sua chegada ou passagem, o mulheril se afogueava... 
Dança de Congo: Citada por Hugo de Carvalho Ramos, dada como em extinção por Americano do Brasil (1973:262-263), que a registrou com embaixada, assim como Brandão (1976). É apresentada até hoje em Goiás ePirenópolis. José A. Teixeira (1941:92-95) registrou-a sem embaixada. 
Folia de Reis: A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país. Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 de janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus. 
O Frevo: Dança de rua e de salão, é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa idéia de fervura (o povo pronuncia frevura, frever) que se criou o nome de frevo. A primeira coisa que caracteriza o frevo é ser, não uma dança coletiva, de um grupo, um cordão, um cortejo, mas na multidão mesma, e que aderem todos que o ouvem, como se por todos passasse uma corrente eletrizante. O frevo é uma marcha, com divisão em binário e andamento semelhante ao da marchinha carioca, mais pesada e barulhenta e com uma execução vigorosa e estridente de fanfarra. Nele o ritmo é tudo, afinal a sua própria essência, ao passo que na marchinha e predominância é melódica. O frevo é sempre dançado ao som das marchas-frevos típicas, e tem por símbolo de realeza o guarda-chuva, que serve para manter o equilíbrio dos passistas. A coreografia dessa dança de multidão é, curiosamente, individual. Centenas e centenas de foliões, ao som da mesma música excitante, dançam diversamente. É muito raro os gestos iguais e as atitudes semelhantes. 
Fandango: O Fandango, também conhecido no Norte e Nordeste como Marujada, é um folguedo de origem portuguesa em homenagem às conquistas marítimas. A encenação começa com a chegada de uma miniatura de barco a vela, puxada pela tripulação. Os personagens cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. ''Marinheiros somos! Marujos do mar!'' é uma das frases recitadas pela tripulação. 
Cavalhada: A Cavalhada é um folguedo do qual participam cavaleiros divididos em grupos, ou cordões. Eles homenageiam os ricos homens europeus da Idade Média, que se exibam em cavalos. Usando trajes especiais, executam manobras numa série de jogos. A Cavalhada acontece em Alagoas, com versões diferentes nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. 
Congada: A Congada, realizada em vários estados brasileiros, entre eles Paraná, Minas Gerais e Paraíba, representa a luta entre dois grupos, os cristãos e os mouros, os muçulmanos. Eles marcham, cantam e simulam uma disputa com espadas, imitando uma guerra que termina com a derrota dos mouros. Criada pela Igreja Católica, essa encenação tem São Benedito como padroeiro. A música fica por conta de uma orquestra composta de violas, violões, cavaquinhos, reco-recos e atabaques. 
Círio de Nazaré: Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré. A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi. 
Festa do Divino: De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifício. Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes. Em Piracicaba,. interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas. 
Candomblé: Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.
As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo. 
Capoeira Regional: A capoeira Regional é uma capoeira mais dinâmica, mais rápida, com golpes geralmente acima da cintura e principalmente acima do peito, o objetivo do jogo é mostrar a sua superioridade com um jogo técnico e dependendo do toque um jogo bastante acrobático.
E com toda essa dinâmica a capoeira também se tornou uma eficiente defesa pessoal.


LENDAS E MITOS DO BRASIL

O folclore brasileiro é rico em lendas e personagens. Transmitidas há várias gerações, essas histórias fascinam adultos e crianças. Conheça as principais. 
CURUPIRA: Defensor das matas, segundo a lenda o curupira é um índio pequeno, que surge e desaparece de repente. Tem pés virados para trás e faz ruídos misteriosos, para confundir e assustar os caçadores e os agressores das matas. 
BOITATÁ: Descrito como um touro com um olho no meio da testa, essa história diz que o boitatá protege as matas das pessoas que a incendeiam. 
CAIPORA: Pela lenda, a caipora tem o corpo coberto de pêlos e percorre a mata montada num porco selvagem, para proteger os animais que vivem na floresta. 
IARA, A MÃE-D´ÁGUA: Versão brasileira da lenda das sereias, Iara é a mãe d'água. Ela vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, fica em cima das pedras, penteando seus longos cabelos para atrair os jovens com quem deseja casar. 
SACI-PERERÊ: É o mais famoso personagem do folclore brasileiro. A história do saci-pererê conta que ele tem apenas uma perna, usa um gorro vermelho, vive fumando um cachimbo e aparece e desaparece quando quer. Sapeca por natureza, está sempre aprontando, além de assustar todas as pessoas que tentam destruir as florestas. 
NEGRINHO DO PASTOREIO: Segundo essa lenda, o negrinho do pastoreio perdeu alguns cavalos dos quais cuidava, e por isso apanhou violentamente de seu patrão. Depois disso, ainda foi jogado em um formigueiro, de onde foi resgatado por Nossa Senhora. Ele é conhecido como o protetor das pessoas que perdem alguma coisa.
O Anhanga: O Anhanga é um veadinho encantado, branco como a neve e brincalhão, vê tudo o que acontece na floresta, protege as matas, não permitindo maldades. Persegue e castiga todos aqueles que caçam filhotes os mães de filhotes que ainda estejam sendo amamentados. Alguns estudiosos do folclore Brasileiro consideram-no protetor da fauna e flora, portanto muito querido pelos habitantes da floresta. Brinca com todos, desde as lindas borboletas coloridas, até aos mais ferozes vertebrados, nunca se machuca ou morre.
Em noites de luar, ele pode ser visto vagando pela floresta. Segundo a mitologia popular, qualquer pessoa atacada por um animal selvgem, pode salvar-se gritando: ''Valha-me Anhanga''. 
Gralha Azul: Gralha azul e o nome dado a uma linda córvida que motivou no Paraná, a tradição de plantadores de pinheiros, enterrando as sementes com a ponta mais fina para cima e devorando a cabeça, que seria a parte aprodecível. Não deve ser abatida e é comumente respeitada pelo povo como ave protetora dos pinheirais. E os pinheiros vão nascendo. ''Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão, do pinhão nasce o pinheiro...'' Pinhão que alegra as nossas festas, onde o regozijo barulhento é como um bano de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos, repetindo às auras qual o emblema que embala o Meu convite eterno ''Vinde a Mim todos...'' A gralha por alguns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul, somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou célere para os pinheirais, tão alegre ficou que seu canto passou a ser verdadeiro alarido que mais parece as vozes de crianças brincando. A gralha azul voltou, alegre e feliz iniciou o seu trabalho, de ajudante celeste.
Lenda da Mandioca: Nani era uma linda menina, filha de uma índia. Desde que nasceu andava e falava. De repente morreu sem ficar doente e sem sofrer. Foi enterrada e todos os dias sua sepultura era regada, até que nela surgiu uma planta desconhecida, que cresceu e deu frutos. Os pássaros comiam esses frutos e ficavam embriagados. Finalmente, a terra abriu-se e, uavando-a, os índios encontraram uma raiz branca como o corpo de Nani. Essa raiz, que passou a ser usada como alimento pelos selvagens, é a mandioca.
Lenda do Cari: Porque o peixe cari (carimatá ou papa-terra) tem a boca redondinha, beicinho caído? Foi um castigo. Nossa Senhora, passando pela beira do rio, fez uma pergunta ao peixe e este, ao invés de responder-lhe com respeito, deu um muxoso atrevido. O muxoso parou nos seus lábios até hoje. 
Onça-da-mão-torta: Outro registro feito pelo autor do Folclore Goiano. É a alma penada de um vaqueiro velho e mau. É uma onça enorme, rajada, e tem a pata dianteira torta. (Não diz se é a direita ou a esquerda.) Se vista e atirada, não morre. A bala não entra no seu corpo. 
O Major e o moleque: Estória de um homem (Major), que nogociou com o sujo para ficar rico. Tirou o moleque (um capetinha) de um ovo de galinha preta chocado no sovaco. Criou-o, alimentando com leite, cachaça e sangue de galinha preta. O Major ficou rico, mas lhe aconteceram grandes desgraças. Morreu pobre e o capetinha desapareceu. Sua alma ninguém sabe para onde foi.
 

COISAS DE ASSUSTAR

As assombrações e os seres sobrenaturais não existem, mas muitas são as histórias que fazem parte da imaginação das pessoas. Elas são transmitidas de pai para filho e muito comuns em todo o Brasil.
MULA-SEM-CABEÇA: Segundo a lenda, a mula-sem-cabeça tem cascos afiados e pode dar coices que machucam bastante. Embora não tenha cabeça, ela pode relinchar. Dizem que toda mulher que faz algum mal se torna mula-sem-cabeça na noite de quinta para sexta-feira. Antigamente, dizia-se que essa transformação acontecia com mulher que namorasse um padre católico.
BICHO-PAPÃO: A lenda do bicho-papão diz que ele tem um corpo peludo e olhos vermelhos. Ele ficaria escondido para assustar as crianças que não querem dormir.
LOBISOMEM:  O mito do lobisomem foi trazido ao Brasil pelos portugueses e diz que todo filho nascido depois de sete filhas se transforma em lobisomem. Essa transformação aconteceria sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada.


NEM TUDO É FOLCLORE

O folclore é representado por tradições e crenças populares expressas das mais diversas formas. Para se tornarem folclore, é necessário que tenham origem anônima, ou seja, que ninguém saiba ao certo quem as criou. Além disso, precisam ter surgido há muito tempo e ser divulgadas e praticadas por um grande número de pessoas. É o caso dos ditados populares, como “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

BIBLIOGRAFIA

Brasil, Histórias, Costumes e Lendas - São Paulo: Editora Três, 2000
Dicionário do Folclore Brasileiro - Rio de Janeiro: Ediouro Publicações S.A. sem/data
Folclore Brasileiro - Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
Viagem ao Brasil Agassiz, Louis.: 1865-1866. Belo Horizonte, Editora Itatiaia, 1975
Por: Brenda Karoline de Oliveira Procopio

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